Mandato questiona critérios para retirar adicional de difícil acesso de escolas municipais

Mandato questiona critérios para retirar adicional de difícil acesso de escolas municipais

ago 11, 2020

O mandato do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) encaminhou Pedido de Informação à Prefeitura de Porto Alegre questionando os critérios para retirar o adicional de difícil acesso de professoras, professores e demais servidores de 17 escolas da Rede Municipal de Ensino. O reordenamento foi publicado no Diário Oficial do dia 3 de agosto. “Mais uma vez uma ação com pouca transparência e sem qualquer diálogo com os trabalhadores na educação”, registra o vereador.

Sgarbossa questiona, por exemplo, como a EMEI Nova Gleba teve esse o benefício retirado de professores, porém não incluiu no critério a EMEF João Antônio  Satte, que fica no mesmo terreno, no bairro Rubem Berta,  .

“Há um conjunto de inconsistências e nebulosidade nos critérios que precisam de mais transparência. Mas mais do que isso, o diálogo e o respeito aos educadores está ausente durante toda a gestão Marchezan. Isto fragiliza a rede municipal de ensino. O gestor tem causado danos à educação pública de Porto Alegre que já foi modelo para o mundo”, registra Sgarbossa.

Entre os critério para reordenamento para incluir ou excluir escolas do critério de difícil está a tabela de horários do transporte coletivo para permitir a chegada dos professores nas escolas. Porém, durante a pandemia a tabela de horários está reduzida. Além disso, estão colocados exemplos como o horário das 7h de linhas saindo do centro para permitir a entrada nas escolas antes das 8h, sem levar em conta, por exemplo, que as EMEI iniciam seu expediente às 6h30, entre outras questões ignoradas na recente medida.

O vereador destaca ainda que os servidores municipais estão há mais de três anos sem reajuste salarial e sofrendo a retirada de um conjunto de direitos que estão prejudicando a qualidade do serviço público na capital devido a intenção privatista do atual gestor.

Marcelo Sgarbossa  agendou uma reunião com os professores e professoras da rede para terça-feira (11/8), às 15h, para dialogar e buscar alternativas em conjunto com as entidades de classe.

“Há muita indignação e descontentamento entre os professores. Mais uma vez o executivo nos tira um direito, desconsiderando todo o contexto que envolve nosso trabalho junto às comunidades e às crianças.”, registra o professor Jardel Freitas, da Emei da Vila Santa Rosa.