O legítimo protagonismo do PT em Porto Alegre

O legítimo protagonismo do PT em Porto Alegre

jan 24, 2020

Artigo do vereador Marcelo Sgarbossa (PT)

Administrar com o povo é a melhor forma de tomar decisões. Diminui os erros e fomenta a cidadania, o pertencimento.

Talvez não nos demos conta do tamanho de nossas realizações. Em se tratando de experiência de participação popular, os olhos do mundo continuam voltados para Porto Alegre, e observam a atual destruição das instâncias de participação social. Reconstruiremos!

A população da nossa Capital – não só quem participava das reuniões do Orçamento Participativo – lembra com saudade daqueles 16 anos em que Porto Alegre respirava outros ares, de envolvimento e cuidado com seu povo e sua cidade.

O enraizamento social de uma geração de companheiras e companheiros, aliado à experiência administrativa da Frente Popular, gerou um acúmulo precioso. Dedicaram décadas de suas vidas para cuidar da Capital. Continuam aí, prontos para serem ouvidos e ajudar a construir o futuro.

Naturalmente, o tempo passou. Lá se foram igualmente 16 anos que o PT e os partidos aliados deixaram o Paço Municipal. Mas as novas gerações estão aí. Não detêm a mesma experiência dos que lhes antecederam. Essa massa de jovens, entretanto, possui energia, sonhos e novas ferramentas sociais e tecnológicas, que também apontam que Uma Outra Porto Alegre é Possível. Estão dispostos a (re)construir e pertencer a esta nossa querida cidade.

Em se tratando da disputa eleitoral, a força e o acúmulo do PT estarão presentes na medida da sua natural legitimidade. Da coordenação da pré-campanha e da campanha, na propaganda de TV, nos materiais gráficos, nas decisões estratégicas, e depois ainda na condução colegiada da administração, junto aos demais partidos da aliança. Sem receio da crítica também, e, naturalmente, na composição dos espaços de governo. Não se trata apenas de “ser o maior partido”, mas de ter enraizamento, história, memória, alma.

O que me lembra da seguinte situação ao bater na porta de uma moradora da Vila Liberdade, durante a campanha eleitoral de 2008.

  • O senhor é candidato de qual partido?, me perguntou uma senhora, com ares de quem estava incomodada.
    Fui direto ao ponto:
  • Sou candidato a vereador pelo PT.
    A cara fechada deu lugar a um sorriso aberto.
  • Se é do PT, então pode entrar. Aqui em casa, todo mundo é PT.