Mais Amor, menos isopor

Mais Amor, menos isopor

mar 21, 2019

Você sabia que o Poliestireno Expandido (EPS), mais conhecido como isopor, não costuma ser reciclado por ser considerado economicamente inviável? Pois é, depois de utilizado, mesmo quando descartado corretamente, o material – que é um derivado de plástico – não é reaproveitado e vai parar em lixões e aterros sanitários.

Vale lembrar que o isopor é bastante utilizado para embalar aquele lanche que a gente costuma pedir para levar ou entregar em casa. Um recipiente que, minutos depois de usado, é jogado no lixo. Devido ao baixo preço de venda na indústria da reciclagem, acaba indo parar na natureza.

Pensando em reduzir o impacto do isopor no meio ambiente, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) protocolou um Projeto de Lei que proíbe o uso dessas embalagens para o acondicionamento de alimentos e bebidas em todos os estabelecimentos comerciais de Porto Alegre. “É preciso se pensar nos hábitos de consumo e em nossa responsabilidade com o que consumimos. Já passou da hora de reutilizarmos mais e descartarmos menos”, ressalta o parlamentar.

Alguns fabricantes indicam que o isopor não é biodegradável, não se desintegra, não desaparece no ambiente. Ou seja, pode durar para sempre. Se for descartado incorretamente, com o passar do tempo, o plástico do isopor tende a se partir, dando origem ao microplástico, que absorve compostos químicos tóxicos, como agrotóxicos, pesticidas e metais pesados (mercúrio e chumbo). Quando peixes, tartarugas, baleias e golfinhos confundem pequenos pedaços de isopor com organismos marinhos, acabam se “alimentando” e se intoxicando com microplástico. E quando o ser humano se alimenta desses peixes, também pode ser intoxicado.

A proposta de Sgarbossa segue uma tendência que vem ganhando destaque em outros países. Nos EUA, alguns estados (como Nova York) já proibiram o uso do isopor, sugerindo a utilização de outros materiais.

Para Marcelo, a questão é mais profunda. “Já criamos a Lei que proíbe a comercialização de canudos plásticos em bares e restaurantes. Agora, queremos conscientizar a população quanto ao uso das embalagens de EPS, material utilizado apenas por alguns instantes, que se mantém no planeta por centenas de anos, mas que pode ser substituído por alumínio, que é reciclável, ou papel, que é biodegradável”, ressalta.

Os estabelecimentos terão o prazo de um ano, a partir da data de publicação da Lei, para se adequarem à proibição do isopor, substituindo por outros materiais. Pelo projeto, também fica liberado o uso de papel cartão encerado com resina de origem vegetal e plásticos moldados, ou outros materiais comprovadamente não prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

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