Proposta sugere teste para transporte de bicicleta dentro de ônibus e lotação

Proposta sugere teste para transporte de bicicleta dentro de ônibus e lotação

jun 21, 2016

Integração dos modais é uma das formas de melhorar a mobilidade urbana. Pensando nisso, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) e o Coletivo Cidade mais Humana apresentaram uma Indicação que sugere, à Prefeitura de Porto Alegre, a realização de testes para avaliar a possibilidade de levar bicicletas dentro de ônibus e lotações. A proposta deve ser votada no plenário da Câmara Municipal na tarde desta quinta-feira (23/6).

Segundo Marcelo, a ideia é testar o transporte das bikes em horários alternativos (fora do pico, como das 9h às 16h e das 20h às 6h), e também definir uma limitação no número máximo de bicicletas por veículo. “O objetivo é iniciar um processo de integração. Experiências como essa já vêm sendo aplicadas em outros centros urbanos como forma de criar alternativas à utilização do automóvel, estimulando o uso combinado da magrela com o transporte público”, explica.

Sgarbossa lembra os casos de Florianópolis (SC), São Paulo e Curitiba (PR), onde testes já estão ocorrendo. Na capital do Paraná, os veículos autorizados a transportar as magrelas são os biarticulados que estão identificados, na frente, por um adesivo com o pictograma da bicicleta. Na lateral, próximo a porta de embarque, adesivos indicam horários e terminais de acesso e, internamente, estão expostas instruções sobre como colocar a bike corretamente no espaço reservado, de forma a não causar nenhum risco às outras pessoas que estiverem no coletivo. As bicicletas ficarão instaladas na posição vertical, presas por cintos de segurança.

 

Curitiba está testando transporte de bike dentro do onibus (fotos: Maurilio Cheli/SMCS)

Curitiba está testando o transporte das bikes dentro de ônibus biarticulados (fotos: Maurilio Cheli/SMCS)

 

Integração favorece uso da magrela

A distância considerada ideal para ser percorrida de bicicleta nas cidades é estimada em sete quilômetros (dependendo também do relevo no trecho percorrido). Para que uma pessoa possa se deslocar de bike por distâncias maiores que isso, a solução é combinar a magrela com outro meio de transporte, como ônibus, trens e metrô.

Comutação mista é o nome desse ato de combinar a bicicleta com outro meio de transporte para se chegar a um destino. Essa ação combina os pontos fortes (e compensa as deficiências) das opções de transporte disponíveis à população. A integração ainda reduz custos operacionais, além de aumentar a acessibilidade das cidades. Em países onde a cultura ciclística é mais forte, esta prática é bastante comum e, portanto, melhor desenvolvida.