Mudança no Pisa pode trazer risco ao meio ambiente

Mudança no Pisa pode trazer risco ao meio ambiente

jun 5, 2013

Da tribuna, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) lembrou que Porto Alegre não tem o que comemorar neste Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). Após o corte de árvores no Gasômetro, a Capital convive com uma situação ainda mais preocupante, e que não ganhou o merecido destaque na imprensa.

É o caso da mudança no Projeto Integrado Socioambiental (Pisa), que tem como objetivo melhorar o tratamento de esgoto na cidade. “A prefeitura alterou o projeto original, podendo colocar em risco o abastecimento de água dos porto-alegrenses no futuro”, denunciou o parlamentar, que é o representante da Câmara Municipal no Comitê da Bacia do Guaíba. Segundo Sgarbossa, isto pode acontecer porque não temos como saber qual será o comportamento do lago futuramente se houver uma diminuição do nível da água ou uma mudança no sentido do vento, e nem como isso poderia afetar a captação de água para consumo.

O projeto autorizado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) previa a construção de uma tubulação (chamada de emissário final) com 2,6km de extensão a partir da orla, garantindo uma zona de segurança. Com isso, o cano submerso deveria despejar os efluentes tratados dentro do canal, em um ponto distante da costa, onde há vazão e fluxo suficientes de água para que os resíduos de esgoto não se acumulem no lago.

No entanto, para economizar, a prefeitura reduziu a distância do cano em um quilômetro. “Como o custo do projeto é de R$ 586,7 milhões, esta economia representa apenas 1% do total. Por outro lado, a mudança traz um sério risco de que os dejetos possam se acumular, formando uma bacia perto da margem”, alertou o petista. O risco é ainda maior, visto que o ponto de captação de água para abastecimento da Capital fica próximo. Além disso, o acúmulo de dejetos pode criar um forte impacto ambiental no ecossistema. Para ilustrar o discurso, Marcelo apresentou reportagem de Filipe Peixoto, da TV Bandeirantes, que pode ser assistida AQUI.

Após a exibição do vídeo, o parlamentar lembrou que o caso não se trata de um “impasse” entre a prefeitura e a Fepam. Em reunião do Comitê da Bacia do Guaíba, no dia 16 de abril, houve o primeiro alerta: o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) descumpriu a licença ambiental emitida, já que a obra realizada teve uma inclinação e um comprimento diferentes do projeto original. “Queremos que sejam respeitados os estudos técnicos que embasam a licença, e que as obras sejam readequadas ao projeto original aprovado. Para isso, vamos fazer um requerimento chamando o Dmae para prestar esclarecimentos.”

 

Marcelo Sgarbossa ocupou a tribuna no Dia do Meio Ambiente (foto: Francielle Caetano/CMPA)

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