Projeto proíbe venda e distribuição de canudos plásticos

Projeto proíbe venda e distribuição de canudos plásticos

jun 6, 2018

Na Semana do Meio Ambiente, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) protocolou um Projeto de Lei que proíbe a venda e a distribuição de canudos plásticos em restaurantes, bares e similares. A nova proposta, que tramita na Câmara Municipal de Porto Alegre, se soma a outras iniciativas do mandato para fazer uma cidade mais humana e sustentável.

Sgarbossa ressalta que o uso maciço de canudos plásticos se tornou foco da preocupação de ambientalistas e formuladores de políticas públicas em defesa do meio ambiente. Um estudo do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) revela que mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca.

“Os canudos representam 4% de todo o lixo plástico produzido no mundo. É um artefato identificado como grande poluidor, pois é feito, geralmente, de poliestireno ou polipropileno, substâncias que não são biodegradáveis, e que dificilmente são recicláveis”, destaca Marcelo.

Quando o plástico é descartado, acaba acumulando-se em aterros ou lixões, e depois vai parar em rios e riachos, que desembocam no mar. Como os plásticos não se decompõem completamente, transformam-se em micro-plásticos, que são partículas quase imperceptíveis que terminam sendo ingeridas por animais marinhos. Tanto que, em 2050, os oceanos deverão ter mais detritos desse material do que peixes, como alerta o Fórum Econômico Mundial de Davos.

“Se os canudos usados em um ano no País forem empilhados, seria possível dar uma volta completa no planeta”, salienta. “É importante ressaltar que tudo que vai para o lixo gera custo para o Poder Público. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima esse custo em cerca de 5% do orçamento municipal. São recursos financeiros que poderiam ser aplicados em saúde, educação ou outros projetos sociais”, acrescenta.

 

 

O esforço para eliminar o material plástico está virando uma tendência mundial. A Escócia vai proibir canudos de plástico até 2019. Na França, a venda de canudos deve ser proibida até 2020, junto com outros artigos descartáveis, como colheres, facas e garfos.

Em Londres (Inglaterra), mesmo sem uma lei específica, a mobilização também é forte. Uma campanha tem estimulado o comércio a não usar descartáveis, e os canudinhos só são entregues quando solicitados. Já na Espanha, a ideia foi diferente: canudos de plástico estão sendo trocados por similares comestíveis, biodegradáveis e recicláveis. No Brasil, desde dezembro de 2016, os canudinhos foram abolidos de quiosques e estabelecimentos comerciais da Ilha de Porto Belo, litoral de Santa Catarina.

Adote uma caneca

Outra proposta do vereador Sgarbossa para reduzir o uso de plástico é o projeto que cria o Programa Adote uma Caneca. A medida determina que os poderes Legislativo e Executivo da Capital deverão substituir os copos descartáveis por recipientes de maior durabilidade, como canecas ou copos de vidro, de alumínio, plástico rígido ou papel de fibras virgens (ecocopo).

Marcelo salienta que o uso de copos descartáveis é considerado ambientalmente incorreto e traz prejuízos socioambientais. “Na fabricação de copos plásticos para suprir a necessidade diária de dois litros de água, há o consumo de cem litros de água, além da emissão de 4,6 quilos de CO² e outros gases responsáveis pelo aquecimento global”, explica.

Acesse bit.ly/POAsustentavel e conheça outros projetos para um mundo mais sustentável apresentados pelo mandato do vereador Marcelo Sgarbossa.

 

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