Rotatividade de vereadores promove a diversidade

Rotatividade de vereadores promove a diversidade

mar 7, 2018

16 suplentes da Bancada do PT já exerceram mandato na Câmara de Porto Alegre

Nesta quarta-feira (7/3), Luísa Stern e Natália Alves tomam posse na Câmara Municipal de Porto Alegre. As vereadoras suplentes do Partido dos Trabalhadores (PT) assumem o cargo em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8/3). Isso se deve à rotatividade dos mandatos, uma proposta do vereador Marcelo Sgarbossa aprovada pelo Diretório Municipal do PT.

“Esta é uma prática antiga que o nosso partido adotava na década de 1980, que estamos resgatando. O rodízio dos cargos fortalece a democracia ao possibilitar o exercício do mandato por outras companheiras e companheiros, mesmo que em períodos curtos. Também promove a diversidade e valoriza a participação política, já que quem assume pode protocolar projetos de Lei e exercer plenamente as atividades parlamentares”, destaca Sgarbossa.

A prioridade é para mulheres, representantes da juventude, do povo negro e ativistas LGBT. Luísa Stern, por exemplo, é a primeira mulher transexual a assumir como vereadora de Porto Alegre, sendo também a primeira de uma capital brasileira.

 

 

A rotatividade dos mandatos foi retomada pela Bancada do PT em junho de 2015, quando Sgarbossa se licenciou para que Ariane Leitão assumisse como vereadora. Em novembro daquele ano, marcando a Semana da Consciência Negra, também exerceram o mandato os companheiros Alberto Terres, Antônio Matos, Eder Carteiro e Pérola Sampaio.

No Dia Internacional da Mulher em 2017, assumiram Laura Sito, Margarete Moraes e Iyá Vera Soares. Na Semana da Juventude do mesmo ano tomou posse a mais jovem vereadora da história de Porto Alegre, Carolina Rousseff, com apenas 21 anos, junto do professor Bernardo de Carli. Em novembro, novamente na Semana da Consciência Negra, Baba Diba de Iyemonja, Lídio Santos e Reginete Bispo exerceram o mandato de vereador. No fim do ano, em dezembro, Thiago Braga assumiu na semana dos Direitos Humanos.

“A rotatividade democratiza o cargo e resgata o caráter coletivo do nosso partido. Esperamos que o rodízio dos mandatos se alastre e que os diretórios petistas de outras cidades passem a também adotar essa prática importante para fortalecer a democracia”, ressalta Marcelo.

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