Projeto transforma o Jardim Botânico em Patrimônio Cultural

Projeto transforma o Jardim Botânico em Patrimônio Cultural

mar 23, 2018

O vereador Marcelo Sgarbossa (PT) apresentou o projeto de Lei 020/17, que propõe o tombamento do imóvel onde está a sede do Jardim Botânico de Porto Alegre (localizado na rua Dr. Salvador França, 1.427). Se a proposta for aprovada, o local passará a integrar o Patrimônio Cultural e Histórico do Município, ficando vedadas alterações que modifiquem ou descaracterizem o imóvel.

Sgarbossa lembra que o Jardim Botânico, aberto ao público desde 10 de setembro de 1958, possui uma área de 39 hectares, com oito mil exemplares de 650 espécies da flora nativa do Estado. “É considerado um dos cinco maiores jardins botânicos do Brasil, possuindo um acervo significativo da flora regional. Tem a missão de realizar a conservação integrada da flora nativa e dos ecossistemas regionais, tornando-se um centro de referência para a pesquisa, a educação, a cultura e o lazer”, ressalta o vereador.

Marcelo destaca, ainda, que o Jardim Botânico é considerado um importante “pulmão verde” da Capital, sendo um dos locais mais aprazíveis da cidade, contribuindo para a qualidade de vida da população. “Além do manejo, da manutenção e da ampliação das coleções vivas de plantas, é lá que se realizam pesquisas com plantas ameaçadas de extinção e diversas atividades educativas e culturais, buscando conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação da flora”, complementa.

 

Com 39 hectares de área, local é considerado um importante pulmão verde da Capital

 

Fundação Zoobotânica

É também na sede do Jardim Botânico que está a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS), criada por lei em 20 de dezembro de 1972. A instituição tem o objetivo de administrar e manter áreas destinadas à proteção e à conservação da flora e da fauna regionais. Em 1974, o Jardim Botânico foi transferido para a FZB/RS, para que fosse administrado de maneira integrada com outras áreas de conservação do Estado. A partir desse ano, estabeleceu-se o foco do trabalho nas plantas nativas do Rio Grande do Sul.

Em 1988, com um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), foi inaugurado o Núcleo de Educação Irmão Teodoro Luís, em homenagem ao primeiro administrador do Jardim Botânico, com o objetivo de qualificar o atendimento aos visitantes e o desenvolvimento de atividades educativas. A partir de 1997, foram construídas instalações para o banco de sementes e para as casas de vegetação para abrigar coleções de cactos, orquídeas e bromélias. Além disso, foram construídos prédios para o setor de apoio e para a administração do Núcleo de Educação Irmão Teodoro Luís.

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