Câmara aprova projeto que inclui orgânicos na merenda

Câmara aprova projeto que inclui orgânicos na merenda

ago 22, 2016

Por uma alimentação saudável a nossas crianças, queremos a sanção do projeto de Lei que obriga o Município de Porto Alegre a adquirir produtos orgânicos para incluir na merenda da Rede Municipal de Ensino. A proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) foi aprovada na Câmara Municipal  no dia 18 de agosto, e define percentuais para a compra de alimentos livres de agrotóxicos): 10% no primeiro ano de implementação, 20% no segundo, até chegar a 50% a partir do quinto ano de vigência da lei.

Pressione pela sanção #SancionaFortunati

Sgarbossa lembra que, em São Paulo, legislação semelhante foi sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015. “Alimentos orgânicos são produzidos em um sistema sustentável, que não prejudica o ecossistema local, podendo ser in natura (tais como frutas frescas) ou processado (transformado em outro subproduto, tipo doces, biscoitos, passas). Inclui-se também nesse rol aqueles chamados de ecológicos, biodinâmicos, naturais, regenerativos, biológicos, agroecológicos, permaculturais”, complementa o parlamentar.

Marcelo ressalta, ainda, que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Cada brasileira/o consome, em média, 5,3 litros de veneno agrícola por ano. Pesquisas mostram que alguns produtos, como tomate, alface e morango são contaminados por agrotóxicos proibidos para o consumo, sendo que muitos deles podem causar problemas hormonais e até câncer. “E não adianta lavar os alimentos ou mergulhá-los em soluções, porque muitos agrotóxicos penetram nos vegetais”, reforça.

Em face dessa realidade, cabe à prefeitura promover e garantir a segurança alimentar e nutricional, fomentando mudanças alimentares e socioambientais na sociedade. “A partir do âmbito escolar, cada vez mais a população se conscientizará de que os produtos ou alimentos orgânicos devem, sempre que possível, ser preferidos, não somente pelo menor impacto ao meio ambiente, mas também pelo menor risco à saúde humana”, conclui.

 

Para virar lei, proposta aprovada na Câmara precisa ser sancionada pelo prefeito

Para virar lei, proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) precisa ser sancionada pelo prefeito José Fortunati

 

show
 
close