Por mais mulheres no poder!

Por mais mulheres no poder!

nov 20, 2015

Na luta pela igualdade de gênero, o Coletivo Cidade mais Humana quer aprovar um projeto de lei que determina que o Município de Porto Alegre tenha paridade de gênero, com o percentual de 50% para mulheres e homens, no secretariado da Prefeitura e também em órgãos colegiados, funções gratificadas (FGs) e cargos em comissão (CCs). A proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que tramita na Câmara Municipal, altera a ementa e o art. 1º da Lei nº 8.584, de 2 de agosto de 2000, e modifica o percentual de provimento aplicado a cada sexo.

O empoderamento político das mulheres, tanto nos espaços de tomada de decisão, quanto na elaboração político-legislativa, contribui efetivamente na construção das políticas públicas com transversalidade de gênero. Marcelo destaca que é importante assegurar às mulheres uma representatividade mínima de 50% nos cargos, já que elas representam mais da metade da população. “A medida se faz necessária porque as mulheres estão sub-representadas nos espaços de poder e decisão no Brasil”, ressalta.

 

Proposta busca o empoderamento político das mulheres nos espaços de tomada de decisão

 

Pesquisa realizada em 2013 pelo Instituto Patrícia Galvão apontou que 74% da sociedade brasileira tinha consciência da necessidade da ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder, e que acreditavam que só há democracia de fato com a presença de mulheres em locais estratégicos de tomada de decisão. “Haja vista que a potencialidade real de se elencar as prioridades nacionais, regionais e mesmo locais, com vistas nas especificidades das mulheres”, comenta Marcelo.

Sgarbossa acrescenta que “as mulheres enfrentam maiores dificuldades que os homens na inserção no mercado de trabalho, o que fica evidenciado ao analisarmos a remuneração que percebem, a qualidade de suas ocupações e os índices de desemprego que enfrentam”. “O fato é que as cotas de gênero auxiliam as mulheres na transposição de barreiras para o acesso de ocupações mais valorizadas social e, até mesmo, economicamente. Por isso, apresentamos esse projeto de Lei e queremos contar com o apoio da população para pressionar a Câmara pela aprovação da proposta”, salienta o vereador.

 

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